Participações no Passeio do Sobreiro Curvo
2005
No último domingo de Janeiro de 2005 o DN, o PA, o PL e o Marco Nunes deslocaram-se ao Sobreiro Curvo, na região de Torres Vedras, para o 2º Passeio de BTT organizado pelos MalandrosBTT, integrado nas festas em honra de S. Sebastião.
O passeio prometia um nível técnico e físico médio e foi isso mesmo que encontrámos. Estradões, single tracks, descidas técnicas, descidas rápidas e subidas de diversos tipos, houve um pouco de tudo. No final registámos pouco mais de 36 km de percurso, com bastante sobe e desce, altitudes entre os 16 e os 141 m, embora sem subidas muito longas, e um acumulado de altitude de 780 m. O tempo esteve muito bom, com sol e sem chuva, embora com muito frio no início. Quando chegámos o termómetro registava –0,5ºC e havia geada por todos os lados.
Gostámos muito do percurso, que achámos bastante divertido, com marcações claras e dois abastecimentos, tendo o primeiro, cerca dos 20 km, uma grande variedade de alimentos e em quantidade adequada. Uma curiosidade engraçada foi a presença de um tocador de gaita de foles que animava o local. O segundo, perto dos 28 km, foi mais ligeiro e só tinha água e fruta, mas naquela altura era o suficiente.
A realçar pela positiva o acompanhamento da organização ao longo de todo o percurso. Mesmo com um trajecto muito bem marcado, eram inúmeros os cruzamentos em que estavam presentes pessoas da organização. Nos poucos pontos em que o trajecto atravessava a Estrada Nacional até tivemos direito a trânsito parado. Havia várias ambulâncias espalhadas pelo percurso, pelo que, ao nível do terreno, esteve do melhor.
O passeio não teve muito que contar, tendo o nosso grupo ficado separado quase desde o início em dois níveis de andamento. O Marco, que está agora a participar mais assiduamente tinha um andamento mais lento que os outros e foi ficando para trás acompanhado pelo DN. O PA e o PL foram seguindo um pouco mais rápido. Ainda esperaram cerca de quinze minutos no primeiro abastecimento pelos outros, mas estavam a arrefecer rapidamente e tiveram que se pôr ao caminho. Logo passados uns 500 metros deste abastecimento, tiveram um ligeiro desvio motivado por uma seta que estava mal colocada e que os fez subir por um caminho cheio de regos que os levava de volta ao abastecimento. Deram rapidamente pelo engano e voltaram ao percurso correcto. Esta seta mal colocada só pode ter sido resultado de uma brincadeira de algum engraçadinho.
Os outros dois também tiveram dois desvios ao percurso, mas motivados por distracção, já que nas descidas passaram pelas setas e não as viram. Uma das vezes ainda andaram perdidos cerca de 2 km, a seguir setas de outro passeio, mas após subirem um cabeço viram os outros participantes a passar em baixo e voltaram ao trajecto do passeio.
Este foi mais um passeio que ficou marcado na nossa agenda para repetirmos.
Não sabemos o número de participantes, mas foram largas centenas. Havia dorsais acima de 500, e ao almoço, para o qual não ficaram todos os participantes, estavam mais de duzentas pessoas sentadas.
Apenas registámos dois reparos negativos.
Logo no início houve um atraso enorme e a organização decidiu manter os participantes na zona de partida parados durante largos minutos. Isso não seria nada de especial, não estivesse a zona à sombra, batida pelo vento e com uma temperatura perto dos zero graus. Não havia necessidade.
O outro reparo tem a ver com a hora tardia do almoço, que só começou a ser servido depois das 15 horas. Nós que até chegámos tarde, esperámos sentados cerca de uma hora. Pode-se imaginar o tempo que esperaram os primeiros. Felizmente a espera valeu a pena e o almoço foi farto e com variedade de pratos e de fruta.
Depois do almoço foram sorteados vários prémios, entre os quais uma bicicleta. O PA teve a sorte de receber uma camisola de ciclismo de um dos patrocinadores, mas calhou-lhe o tamanho M. Vamos ver se ele tem coragem de a vestir. Deve ficar mesmo justa e curtinha.
2006
No dia 29 de Janeiro de 2006, lá fizemos a nossa peregrinação anual ao Sobreiro Curvo. Motivados pela promessa de recebermos um brinde adicional se nos inscrevêssemos como equipa com um mínimo de seis elementos, juntaram-se o DN, o PA, o FF, o PM e o PL. O elemento que faltava foi o Nuno Carvalho e tratou-se de uma contratação de última hora na INCM.

Encontro às 7:30 nas bombas da CREL com um frio que não augurava nada de bom.

Chegados ao Sobreiro Curvo, com a experiência do ano passado e seguindo as placas que a organização colocou desde a saída da AE, foi fácil encontrar o centro nevrálgico do evento. Ficámos meio baralhados quando vimos que o campo de futebol não ia ser o parque de estacionamento, que tanto jeito deu no ano passado, mas uma espreitadela permitiu ver a razão. O campo já está relvado.
A organização disponibilizou outra área para estacionamento, mas só a vimos depois de termos parado os carros e ido ao secretariado tratar das formalidades.

O secretariado pareceu-nos este ano bastante mais funcional com diversas pessoas e divisões claras entre cada tipo de inscrição, o que agilizou estes procedimentos, normalmente demorados por natureza. Após recolha dos dorsais ficámos no quentinho a bebericar uma bica e a conversar, que lá fora continuava a chover e não apetecia molhar os ossos. Era já muito perto das 9:00 (hora de partida teórica) quando decidimos enfrentar a borrasca. Foi debaixo de uma chuva pouco intensa, mas insistente que preparámos o material e nos dirigimos para o local da partida. Passava pouco das nove horas, mas ainda não havia sinais de se dar início à prova. Por momentos antevimos o pior, uma espera demorada à chuva enquanto não se iniciava o passeio. Os temores foram dissipados quando pouco depois se iniciou o habitual briefing. Ainda não eram 9:30 quando se começou a pedalar, tendo a organização prescindido da habitual volta pela aldeia, o que nos pareceu adequado, tendo em conta as condições atmosféricas.

Logo à saída da aldeia, assim que pisámos terra, verificámos que o piso estava muito ensopado, o que não facilitaria o passeio. O ritmo inicial não foi demasiado rápido, mas o suficiente para esticar o pelotão de modo a não criar grandes constrangimentos nas primeiras passagens mais estreitas. Logo aí o nosso grupo esfrangalhou-se e só nos voltaríamos a encontrar no primeiro abastecimento. Até lá chegar foram quase vinte km de um piso muito variado, sempre debaixo de água e com muito frio: as condições agravavam-se à medida que íamos passado por poças de água e lama que nos obrigavam a molhar os pés, tendo mesmo passado uma ribeira que parecia mais adequada para desportos em águas bravas que para a prática do BTT. Foi pena o tempo não ter ajudado, já que se tinha que manter muita atenção ao piso escorregadio e traiçoeiro, não permitindo desfrutar da paisagem que justifica bem a viagem de quem vem de mais longe.

No primeiro (e principal) abastecimento foi uma agradável surpresa a presença do gaiteiro que já no ano anterior tinha marcado presença. Durante o percurso imaginámos que este ano não poderia lá estar, mas uma ligeira abertura no tempo e o facto do abastecimento ser feito num local abrigado permitiu que pudéssemos ouvir a gaita-de-foles enquanto abastecíamos e descansávamos um pouco. Nesta altura, além de queixas relativas a problemas de travões, quem estava em piores condições era o DN que tinha os pés gelados. Valeu-lhe a presença dos bombeiros que lhe arranjaram um saco quente, o que lhe permitiu recuperar a temperatura dos pés e continuar. O abastecimento, como de costume nos Malandros, era farto e variado e a simpatia dos elementos de apoio era uma constante. Com esta envolvente, foi difícil voltar a montar na bicicleta, mas à medida que íamos arrefecendo decidimos que seria melhor continuar, para não entrarmos em hipotermia. O FF, o PM e o PL, que estavam parados há mais tempo, seguiram enquanto o PA o DN e o NC, ficaram mais um bocadinho. Até ao final o percurso manteve o interesse, com algumas descidas de arrepiar (muito devido à falta de travões) e uma ou outra subida que o cansaço e o piso escorregadio obrigavam a fazer a pé.

Após o último abastecimento, mais ligeiro, o piso era predominantemente rolante e quase sem dificuldades, mas o cansaço acumulado começou a fazer das suas e chegaram as queixas de cãibras. Nada que impedisse todos de chegarem ao final, com menor ou maior dificuldade. O mais queixoso era o DN que quase não conseguia andar, mas depois de se descalçar e ter estado no carro a aquecer, começou a recuperar a sensibilidade nos pés, o que só conseguiu completamente já no banho, onde a água quente foi uma bênção. A outra dádiva dos céus estava guardada para quando saímos dos balneários e deparámos com a neve a cair. Um espectáculo único.

Seguimos para o almoço, onde tivemos outra boa surpresa. Era em self-service e não se tinha que esperar por todos para se começar a comer, como aconteceu no ano anterior, evitando assim demasiado tempo de espera. Como no ano passado, também este todos saíram saciados e muitos até com brindes do sorteio, fornecidos pelos patrocinadores. De nós os seis, três foram bafejados pela sorte, donde se pode concluir a quantidade de brindes que foram sorteados.
Tivemos ainda a oportunidade de ser chamados para receber a lembrança dedicada
às equipas com mais de seis elementos. O FF, delegado dos Just4Fun à prova, fez as honras da casa e recebeu a placa que passará a figurar na nossa sala de troféus, quando ela existir...

De regresso tivemos que andar à procura de caminhos alternativos dado que a AE estava cortada por causa da neve, mas, como andava tudo eufórico e a olhar para a paisagem branca, imagino que ninguém se importou muito com este contratempo.
Para o ano lá estaremos, embora tenhamos que melhorar a protecção dos pés e mãos nestas condições extremas de frio e chuva.