Transpinhal (Outubro 2004)
O Transpinhal já passou e infelizmente nenhum chegou ao fim.
Na terceira zona de abastecimento, cerca dos 60 km, desistimos e dirigimo-nos directamente para Vila de Rei por asfalto, percorrendo cerca de 6 km, em vez dos 20 e poucos que faltavam, se tivéssemos continuado, nos quais se incluíam 12 quase sempre a subir.

Um de nós já tinha desistido aos 40 km, vítima de cãibras incontroláveis. Os 20 km seguintes revelaram-se desgastantes demais para a maior parte dos restantes e no terceiro abastecimento as cãibras, dores nas pernas e noutros sítios e a aproximar do esgotamento levaram-nos a não insistir no esforço.

Foi com pena que tomámos esta decisão e pouco tempo depois já alguns de nós estavam arrependidos, mas analisando o assunto a frio, terá sido a opção correcta naquela altura.

A prova revelou-se complicada desde o início e logo na primeira subida digna desse nome, uma corrente prendeu-se de tal modo no quadro que tivemos que desmontar a pedaleira para a tirar. Nessa altura o grupo ficou na cauda do pelotão. Atrás de nós só o carro vassoura, que parou à espera que acabássemos a reparação. Depois de resolvido o problema o grupo imprimiu um ritmo forte para tentar recuperar o atraso, mas entretanto tivemos uma queda e mais uma reparação num pedal.

Até ao primeiro abastecimento conseguimos passar outro grupo, mas um furo acabou por nos atirar novamente para o fim. Após os 25 km não houve mais problemas, além dos físicos provocados pela dificuldade do percurso, sempre em sobe e desce e com algumas subidas que tinham que ser feitas a pé.

Esta experiência serviu para conhecermos melhor os nossos limites e sermos mais criteriosos na escolha das provas, adequando o esforço ao nível de preparação em cada momento.


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Página de apresentação do grupo